O que a African Football Academy, a tecnologia eletromagnética linear e a Amazing Race of African Tradition têm em comum? São três ideias que demonstram a amplitude e a ousadia dos conceitos que os alunos da African Leadership Academy apresentaram a um painel de juízes durante o MIT Global Startup Workshop, realizado na Cidade do Cabo no mês passado.
De longe os membros mais jovens dessa competição de “Elevator Pitch”, nossos alunos da ALA impressionaram os juízes com sua postura e maturidade, garantindo à African Leadership Academy uma Menção Especial pelas apresentações mais consistentemente polidas e profissionais. Em 60 segundos (aproximadamente o tempo que você teria em um elevador com seu CEO como público cativo), os alunos tiveram que definir uma necessidade clara, identificar uma solução inovadora e provar a viabilidade de sua ideia com a confiança que faria o ouvinte exigir uma segunda reunião. Para nossa alegria, no jantar de gala final, Daniel Oreoluwa levou para casa o prêmio Audience Choice por sua apresentação sobre mecanismos de proteção para laptops baseados em molas.
Os alunos foram expostos à vanguarda do pensamento empresarial, muito do qual espelhava a filosofia e a abordagem ensinadas nas aulas de Empreendedorismo. O fundador Fred Swaniker participou de um painel sobre a História da África, dando vida à narrativa da ALA. O vídeo Moving Windmills (Moinhos de vento em movimento) de William Kamkwamba sobre suas façanhas de engenharia na zona rural de Malaui abriu um painel de discussão para os alunos, além de muitas conversas com engenheiros do MIT.
Esses alunos não eram alheios à noção de impressionar os juízes com sua competência e ideias. A participação na conferência do MIT foi concedida aos alunos vencedores de um concurso de empreendedorismo para projetar conceitos de videogame transformadores que estimulariam a liderança entre os jovens do continente. Os conceitos de vídeo de dois minutos das equipes de alunos foram julgados por um painel que incluía o diretor da Branson School of Entrepreneurship, um professor de História da África, um designer profissional de videogames, um especialista em marcas e um usuário adolescente. Anne Shongwe, da AFROES, a empresa social que patrocinou o projeto da turma, tornou possível a viagem à Cidade do Cabo.
Oito alunos e dois professores da ALA participaram da conferência, aumentando em dez o número total de países participantes: Lennon Chimbumu (Zimbábue), John Gitau (Quênia), William Kamkwamba (Malaui), Nonhlanhla Khumalo (África do Sul), James Kiawoin (Libéria), Mainza Moono (Zâmbia), Daniel Oreoluwa (Nigéria), Ledet Solomon (Etiópia), acompanhados pelas professoras de empreendedorismo Dinah Hanson (Gana) e Jessica Hastings (EUA).





